terça-feira, maio 24, 2005

Simples e refrescante…

Ontem fui ao cinema e durante aqueles minutos antes das apresentações dos filmes, existem sempre alguns anúncios, um deles é aquele do perfume Aqua di Gió (que agora até nem tem aparecido), penso que muitos devem reconhecer. Pois é, ontem um dos anúncios, (no qual quem o encomendou deve ter gasto umas “massas” na campanha pelo menos pela duração que tem), começava com 1 miúda e 2 gajos a saltarem para a água. Depois, mostra uma série de situações de férias, algumas com chuva, mas sempre malta nova na “galhofa”! Pelo meio vai aparecendo uma garrafa, da qual só mostram o gargalo com a cápsula. Durante o anúncio comecei a pensar que podia ser um anúncio de um vinho, mas a demorar tanto, pensei, não pode ser! A verdade é que é mesmo um anúncio a um vinho e da Região Demarcada dos Vinhos Verdes. Não, não é Casal Garcia, que se bebe com a Maria! Mas é sem dúvida um forte concorrente para beber com uma Lela… (Lela só porque rima com…).

O vinho anunciado está inserido num tipo de vinho que é normal NÃO vermos à mesa, a não ser, durante as férias de Verão (no Algarve, por exemplo) ao passar junto a uma mesa de “Bifes”. É também muito apreciado por estes nossos turistas outro tipo de vinho que é normal NÃO vermos à mesa, como um Mateus Rose ou um Lancers. A questão que se coloca é: Porque é que os “Bifes” gostam, sendo eles os que vêm dos países frios??? Talvez pela mania do “Tuga” querer sempre ser aquilo que não é. Ou será puro preconceito? Para mim, são estes vinhos, como mostra o anúncio, que propiciam momentos descontraídos e de relaxe nestes fins de tarde que a Primavera já nos tem dado este ano. Talvez as pessoas não saibam é adequar cada vinho a uma situação ou então não estão para relaxar.

Bom, mas é de vinhos que quero escrever! Este tipo de vinhos são um fenómeno, vendem aos milhões e têm durante um curto período de tempo uma frescura e uma simplicidade difícil de ter noutros vinhos.
O que está na moda é ter de dizer “obrigatoriamente” qualquer coisa sobre o vinho que está à mesa. Sendo a Indústria cervejeira também tão antiga e cheia de história, porque é que quando estamos a beber uma imperial não dissertamos um pouco sobre a sua bolha e o aroma. Será a cerveja menos nobre? O bom que estes vinhos têm é precisamente o contrário do que estamos habituados a procurar num vinho, a simplicidade de uma bebida refrescante. Como acontece com as rolhas este é o nosso património, temos o dever de o proteger e estou convicto que não é preciso esforço para isso!

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